quinta-feira, 13 de abril de 2017

Angústia

Venho com muito pesar no coração informar uma situação horrível pela qual estamos passando. Por favor, leiam até o fim e compartilhem. Isso não pode ficar assim!
Quem me conhece sabe que sempre tive animais e sempre cuidei com todo amor, afeto e carinho possível. Quem me conhece sabe que meus cachorros são mais que bichinhos de estimação, são meus filhos, meus companheiros e meus amores. E quem me conhece também sabe que meus dois filhos caninos têm liberdade pela casa e pelo quintal, e que a cama deles é na sala ao meu lado.
Bem, contarei este caso horrendo do início. Recentemente descobrimos que um de nossos cachorros, o Banzah (pitbull conhecido como o cachorro bonzinho) está com um câncer agressivo na narina direita. Depois de realizar diversos exames, foi constatado que o sarcoma é incurável, porém que ele não está sentindo dor, e que com quimioterapia conseguiríamos prolongar sua vida com qualidade e sem sofrimento. De acordo com a veterinária, que é madrinha e tia de meu marido, ele poderá viver feliz por aproximadamente seis meses, e quando a questionamos sobre a possibilidade de adotar uma bebê canina para animá-lo, ela disse acreditar que pela personalidade dele um filhote seria uma ótima companhia, tanto para ele quanto para o Johnny, que cresceu com o Banzah e ficaria sozinho quando ele se for.
Então, passamos a procurar uma bebê para adotarmos. Decidimos que gostaríamos de pegar uma fêmea filhote, filha de pais grandes, e que ela seria a princesinha da casa. Postei em diversos grupos aqui da região de Rio Claro as nossas expectativas para a mais nova moradora da casa. Como que caindo dos céus, uma das respostas que obtive foi de uma moça que havia resgatado uma cadelinha Sem Raça Definida, quando prenha de um Dogo Argentido, e que os filhotes estavam completando 45 dias. Haviam duas fêmeas para adoção, e a dona delas, com o coração aberto, as trouxe aqui em casa dia 11/04/2017, para as conhecermos. Logo nos apaixonamos pela Zelda, esta que vocês podem ver no vídeo. Como a dona gostou de nós e do nosso espaço, depois de questionar sobre nossa disponibilidade de tempo, sobre o espaço em que os cães podem frequentar da casa (todos) e sobre nossa experiência em criar cachorros, ela nos entregou a bebê e disse estar muito feliz com a adoção. Continuamos trocando mensagem à noite, pois ela queria saber se a Zelda estava bem e se os dois lindões a haviam aceitado bem. Como vocês podem ver no vídeo também, eles fizeram a maior festa para ela.  O Banzah parecia um filhote de novo, chamando ela pra brincar e a enchendo de beijos. Foram cenas lindas, de emocionar.
Ficamos, nós cinco (eu, meu marido, e os três filhos caninos, incluindo a Zelda), muito bem com ela aqui. Dormi na sala dividindo um colchão de casal com ela e com os outros dois filhos, todos felizes. Ela me encheu de beijos e mordiscadas de amor a noite toda, o que resultou numa noite acordada para mim, me sentindo a pessoa mais amada deste mundo. Nos apegamos uma à outra e criamos um laço de amor lindo, em apenas uma noite.
Agora começa a segunda parte triste: na manhã seguinte, dia 12/04 (ontem), às 10h da manhã, recebi o telefonema de uma mulher. Ela mora aqui perto de casa, na Cidade Nova, e havia fornecido lar temporário à mamãe e aos filhotes. Porém os cães não são dela, são da moça que nos doou, o que ela negou. Ela me disse que a filhote era dela, que a moça que me doou só a estava ajudando, que as vacinas encomendadas para a ninhada haviam chegado, e que ela fazia questão de vaciná-la o quanto antes. Falei que não era necessário, que logo depois do almoço a levaria na clínica dos tios de meu marido e faríamos um check-up, assim como a vacinação. Falei para ela se tranquilizar pois eles são excelentes veterinários, e fariam tudo que fosse necessário. Ela insistiu, e mesmo eu falando que eu fazia questão de levar eu mesma, ela começou a bater aqui em casa (como ela conseguiu o endereço já não sei). Quando vi, ela era uma senhora idosa, e eu que sempre tive muita empatia por todos, acabei dando um voto de confiança e permitindo que ela a levasse para vacinar com a condição de que ela se comprometesse a trazê-la de volta até às 14h, pois eu ainda a levaria para fazer o check-up de qualquer forma, vacinada ou não. Ao meio-dia, liguei para ela para saber como a bebê estava, e ela me disse que achava que ela estava doente pois estava muito amuada e tristinha. Meu coração se partiu. Eu sei que ela me adotou tanto quanto eu a adotei, e sei que sua tristeza era por não estar mais aqui, afinal ela tinha ficado bem e feliz o tempo todo em que esteve comigo e com seus novos irmãos, e só chorou na hora que eu a entreguei à esta mulher. Pedi para ela trazê-la o quanto antes, pois se ela estava amuada eu queria leva-la o mais rápido possível na clínica. Ela se negou, falou que só devolveria a bebê quando ela se alegrasse. Me disse que ela estava com febre e possivelmente morrendo. Vocês podem imaginar meu estado ao ouvir isso. Falei que iria até lá para vê-la e leva-la correndo aos veterinários, mas ela se negou em me dar o endereço (o qual acabei descobrindo horas depois, ao andar muito pela região procurando). Ela começou a gritar comigo dizendo que eu não iria mais ficar com minha filha, e desligou o telefone na minha cara.
Desesperada, entrei em contato com a moça que nos doou a Zelda. Ela ficou inconformada com a situação, deixou bem claro que a mãe e os bebês são dela, que essa amiga só disponibilizou o espaço. Ao ouvir que talvez a bebê Zelda estivesse doente, de prontidão passou lá e a pegou para levar na sua veterinária de confiança. Foram feitos exames de sangue que comprovaram que ela está saudável. A dona dos cães me disse que a traria de volta às 17h30 com o resultado do exame. Porém, quando ela foi lá buscar minha filha, a mulher não a recebeu, fingiu que não estava em casa. Depois de mais de uma hora lá batendo e esperando, essa moça que nos doou a Zelda acabou desistindo e indo para casa, e me explicou a situação. Nesta altura do campeonato descobri que ela mantém mais de 50 cachorros presos num espaço de um terreno pequeno, contendo uma casa e diversos “canis”. Muitos desses cães presos em cubículos de 2x2. Foi constatado através de conhecidos dessa mulher que ela é acumuladora compulsiva de animais, e que ela não tem condições financeiras ou emocionais de cuidar de todos. Foi constatado que ela depende de ajuda de terceiros para que os animais não morrerem de inanição, e que eles nunca passeiam ou saem de seus respectivos cubículos. Isso é desumano, e minha filha está lá presa neste inferno. Na mesma hora passei lá para ver se não tinha ninguém mesmo, e ficou bem claro que havia gente na casa. Ainda assim, conversei com a dona original, a pessoa que nos doou a bebê, e ela me disse que assim que acordasse hoje, iria lá buscar minha filha para trazê-la de volta pra casa. Ao perceber que não havia nada que eu pudesse fazer naquele momento, depois de uma noite em claro e estômago vazio (no momento que entreguei a Zelda para “ser vacinada”, meu apetite foi junto), resolvi aceitar e esperar o dia amanhecer.
Depois de mais uma noite mal dormida, desta vez não por excesso de amor, mas por dor no coração e saudade da minha bebê, logo às 6h da manhã já mandei mensagem para a moça dona dos cães, dizendo que ela podia passar o quanto antes para deixar a Zelda. Algumas horas depois, recebo uma resposta pedindo para eu ligar em sua casa. Liguei e descobri que ela foi até a casa dessa mulher que sequestrou minha filha, e que a mulher se negou a entregar a Zelda para ela e ainda fechou o portão em sua cara.
Estou devastada, preciso resgatar minha bebê daquele lugar horrível. E mais, é preciso denunciar essa mulher por maus tratos, pois é inadmissível ela manter tantos cachorros presos e mal alimentados. Preciso da ajuda de vocês compartilhando este post para nos mobilizarmos e conseguirmos resgatar essas vítimas. Tentei realizar um Boletim de Ocorrência por furto hoje, porém o homem que nos atendeu se recusou a fazer o B.O, disse que foi apropriação indébita o que a mulher fez, e que "com tanto bandido solto na rua acha que vamos deslocar viatura pra resgatar cachorrinho?".
Chegando em casa e contando o caso aos próximos, uma amiga me mandou o seguinte: “Apropriação indébita é o crime previsto no artigo 168 do Código Penal Brasileiro que consiste no apoderamento de coisa alheia móvel, sem o consentimento do proprietário.
Diferencia-se do furto porque, no furto, a intenção do agente de apropriar-se da coisa é anterior à sua obtenção, enquanto que, na apropriação indébita, o objeto chega legitimamente às mãos do agente, e este, posteriormente, resolve apoderar-se do objeto ilicitamente, ou seja, a apropriação indébita ocorre quando o agente deixa de entregar ou devolver ao seu legítimo dono um bem móvel ao qual tem acesso - seja por empréstimo ou por depósito em confiança.”
Nessas horas vemos como nossa ignorância pode nos prejudicar, pois acreditei naquele indivíduo cheio de má vontade e saí da delegacia aos prantos, me sentindo muito impotente e injustiçada.

Realizei denúncias de maus tratos em ONGs de defesa aos animais (não posso fazer um B.O pois não tenho fotos ou vídeos que provem a situação precária dos pobrezinhos). A mobilização é necessária para que atitudes sejam tomadas para acabar com a dor desses animais. E não aceitarei a opção de ficar sem a Zelda. Ela foi adotada por mim e é inaceitável esse sequestro. Eu e meu marido já nos prontificamos a adotar a irmã da Zelda também (que, se vier, se chamará Dota). Não podemos resgatar mais pois não teríamos condições, e não me comprometo a algo que não eu não posso cumprir.

Sinceramente, com tudo que estamos passando, estou desesperada e preciso da ajuda de vocês, compartilhando este post. Agradeço desde já. 

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