terça-feira, 13 de junho de 2017



No subjects interests me.

I seek for the vain.

But why?

Why does the easy consummate us?

And still, why doesn't the silly stand and why is the easy so hard?

I want to write the practical, I want to write what they want to read.

It kills me,

It hurts me

It is not who I want to be.

I want to write about life,

about what I know and what I don't know.

I want to write poems,

Many stories I'll show.



The people are vain,

but the skies are blue.

Os ratos corroem a sociedade.

The rats are you!

They lie, they lie.



I can write, I can feel. Perhaps I only need to improve my will.



I hear a baby cry

She sounds so silly today

All this crying away

Does she want love?



I can write about anything,

I can sing almost everything.

It all connects someway,

But how I cannot say.

Not now, anyway.

Doesn't metter!

You better go back to your pray.



You come along with my major changes.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Cultura do Estupro.

Um conhecido me disse uma vez que a cultura do estupro não existe no mundo ocidental ou ocidentalizado. Ele me disse que o estupro é contra a lei, logo não tem como ser algo cultural. Ele me disse também, em outra ocasião, que havia uma menina na escola dele, que até era legal, mas que foi taxada de vadia e vagabunda porque um dia ela saiu com os amigos, ficou muito bêbada, e deu pra todos, rolou a maior putaria. Os ditos “amigos” da menina saíram contando a história pela escola, contando inclusive que ela estava alucinada, e nem sabia o que estava fazendo de tão louca. Agora péra. Só eu acho que a menina foi estuprada? Pois se ela realmente estava tão louca assim, não existe consentimento aceitável. Belos amigos, hã? Como se estuprá-la já não fosse bosta o bastante, ainda criaram o estigma de “vadia” pra ela, um estigma que 10 anos depois ainda é lembrado. Uma menina adolescente em pleno desenvolvimento emocional é forçada a passar por isso, e todo mundo dá risada? Pior, todo mundo aceita. Os estupradores saem lindos na história, e a vítima é excluída em seu meio social. “Ahh, mas a menina nunca falou que foi estuprada!”  Ok. E daí? A pessoa que apanha do companheiro em casa toda semana, há anos, e não fala pra ninguém por medo, insegurança, amor, ou qualquer motivo que seja, não é vítima de abuso em sua própria casa? Só porque ela não anuncia esse abuso, ele não existe? Calma lá, né?! 
Agora, vamos pensar... estupro é ilegal, estupradores são mal vistos na sociedade, dizem que até na cadeia estuprador sofre mais. Legal, estupro não é bem aceito. Muito bom. Mas então, como que um grupo de rapazes fazem sexo com uma menina que está tão bêbada que não sabe nem o que está fazendo (ou seja, a estupram), e saem contando pra todo mundo, como se fosse algo a se gabar? Pra mim fica claro que esses meninos não se identificavam como estupradores. Se identificavam como sortudos que acharam uma mina fácil. Não identificaram a situação como estupro, pra eles era a ordem natural das coisas.
Então é assim? Rola um estupro em grupo, os estupradores se gabam do estupro para seu meio social (no caso, os colegas de escola), a vítima é marginalizada (excluída em seu meio, e sofre preconceito), as pessoas escutam a história e não conseguem identificar o estupro, e não existe cultura do estupro no Brasil? Por isso que acho muito importante a divulgação de informação que a internet e as redes sociais nos proporcionam, pois as pessoas precisam aprender a identificar essas situações. Se aqueles meninos tivessem tido contato com essas informações, e conseguissem identificar a situação em que estavam, talvez o estupro não tivesse acontecido. E se tivesse, eles provavelmente não se gabariam disso na escola, e saberiam que são estupradores. A vítima saberia que foi estuprada, e talvez fosse acolhida ao invés de excluída.
Ainda se esse caso de estupro grupal considerado proeza masculina fosse o único, seria menos mal. Mas não. Na minha realidade, além desse que me foi contado, já soube de outros 2 estupros grupais, envolvendo pessoas conhecidas, nos quais as vítimas foram taxadas de vagabundas e os estupradores de machões comedores boazudos. Fora os outros inúmeros casos que acontecem, alguns aparecem no jornal, outros as redes sociais nos mostram. O caso é que a cultura do estupro existe sim, e precisa ser combatida. E ela está presente em todas as classes sociais. Conscientização é o primeiro passo. Treinar empatia é o segundo.

Cada um tem a sua realidade. Isso é fato. Empatia é a capacidade de se colocar na realidade de outra pessoa, e identificar como essa pessoa deve se sentir em relação a determinado circunstância. Hoje em dia ninguém mais exercita a empatia. Não sou médica ou pesquisadora, mas me parece que quando exercitamos a empatia, exercitamos uma região específica do cérebro, uma região que se fortalece conforme exercitada, já que o cérebro é um músculo, se tornando mais fácil acessá-la com o tempo. Ao meu ver isso faz muito sentido, pois percebo em minha realidade que pessoas que foram ensinadas a exercitar a empatia desde crianças, sentem muito mais facilidade em se colocar, de fato, no lugar de outra pessoa e sentir, de fato, o que é provável que a pessoa esteja sentindo. Ensinem seus filhos, desde criança, a se colocarem no lugar de outras pessoas.  Faz bem pra eles e faz bem pro mundo.

sábado, 3 de setembro de 2016

Tic tac, tic tac.


É engraçado como interpretamos o tempo, conforme ele passa. Os últimos 10 anos se passaram e eu nem vi. Quando eu criei este blog, se eu passava semanas sem escrever já pareciam uma eternidade. Quando fiquei o primeiro ano sem escrever, fiquei chocada. Agora, relendo posts antigos, percebo gaps de anos sem qualquer post ou rascunho, e não me sinto mais chocada. A vida é assim, ela dá voltas, e nossas prioridades vão se alterando. Gastamos nosso tempo de outras formas, e coisas do passado às vezes se perdem. Nossas necessidades mudam, assim como nossa percepção da vida, do universo, de nós mesmos. Nossos interesses variam, e às vezes até nossos valores. Nós mudamos, apesar de nossa essência continuar a mesma.

Mas nossa concepção do tempo é o que mais muda. Quando crianças, meses pareciam anos, e anos pareciam (e eram!) uma boa parte da vida. Agora, chegando aos 28, preciso de uma década para sentir como se tivesse passado uma boa parte da minha vida. E isso me assusta. Ainda mais porque, em muitos aspectos, ainda me sinto aquela menina, ansiosa para fazer 18 anos e tirar sua carta de motorista. Esta década voou, especialmente os últimos anos. Aliás, parece que cada ano passa numa velocidade maior que o anterior. E isso também me assusta. Muito.

Eu escuto Time, do Pink Floyd, e inevitavelmente sinto arrepios. Além da melodia ser maravilhosa, a letra diz tudo que estou tentando expressar.




Ticking away the moments that make up a dull day
Fritter and waste the hours in an offhand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
And you are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

And you run and you run to catch up with the sun, but it's sinking
Racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on quiet desperation is the English way
The time is gone, the song is over, thought I'd something more to say




Realmente, dez anos se passaram despercebidos, e tenho medo da velocidade que os próximos dez anos vão levar para passar. Queria ser uma Time Lady, imortal e com uma Tardis à minha espera. A percepção do tempo para eles é muito diferente da que qualquer mortal um dia pode ter. Para quem é imortal, com o tempo séculos passam a parecer meses, e dias não passam de um suspiro... Mas, diferente da nossa realidade, para quem é imortal, essa rapidez em que o tempo passa não é um problema. Se não envelhecêssemos ou tivéssemos que encarar a morte mais perto a cada dia, o tempo poderia ter a velocidade que fosse. O único sofrimento que resta é o apego ao que não tem a mesma validade. Apego às pessoas que morrem, às paisagens que mudam, às culturas que desaparecem ou às épocas que nunca voltam.




Como somos meros mortais, tudo que nos resta é o apego, sofrido ou não. O apego ao tempo, ao amor e à vida.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Hedwig and the Angry Inch



Hoje vou falar de um musical PESADO, que descobri por acaso e para o qual não dei nada. Logo nas primeiras músicas (que na maioria das vezes são parte do repertório do show de Hedwig and the Angry Inch) já me endireitei na cadeira e comecei a prestar mais atenção.
 Nesta que separei, eu já havia me apaixonado pelo musical. Porém, a história só evolui mais pra frente, e aí me apaixonei de novo, mas desta vez pelo filme como um todo.

Logo no começo de Hedwig and the Angry Inch, nos deparamos com Hedwig, uma mulher linda, poderosa e que canta muito. Logo depois da primeira música, já percebemos que Hedwig é perturbada pela existência de um tal de Tommy Gnosis (mais pra frente falaremos melhor dele), que apresenta as músicas de Hedwig como se fossem dele. Ele está sendo processado por ela, e a banda de Hedwig está fazendo sua turnê baseada na dele.

Yitzhak é parte da banda e atual marido de Hedwig. Durante o filme vemos ela o mal tratando várias vezes, e o relacionamento deles é complicado e cheio de mágoas. Acredito que Yitzhak só continuou ao lado de Hedwig por sentir que não tinha outra opção, já que era um imigrante casado com uma cidadã americana. Também fica bem claro, sempre, que Yitzhak gostaria de se travestir, o que Hedwig não aceita.

SPOILER ALERT!

Conforme Hedwig nos conta sua história, passamos a conhecer Hansel, um garoto alemão que cresceu do lado oriental de Berlin nos anos 60/70.


Filho de uma mãe alemã comunista e de um pai militar americano (que a mãe mandou embora por achar que abusava de seu filho), Hansel era um menino inteligente e apaixonado por música, que passava a maior parte de seu tempo ouvindo a rádio das forças armadas americana (com a cabeça enfiada num forno, pois só assim a mãe o deixava).






Hedwig conta que na última metade dos anos 80, ela, na época ainda ele, havia sido mandado embora da faculdade após entregar um trabalho brilhante sobre a influência agressiva da filosofia alemã no Rock’n’Rol, cujo título era “You, Kant, Always Get Wat You Want”. Com 26 anos sua carreira acadêmica havia acabado, ele ainda morava com a mãe e nunca havia beijado um homem. A cada dia sentia mais e mais desespero para se libertar e sair da Berlin comunista. Mas como? As pessoas morriam tentando...

Um dia, Hansel estava tomando sol e isto aconteceu:
Pode-se dizer que foi o que mudou sua vida, mas não necessariamente para melhor.


Com Luther, Hansel finalmente tinha esperanças de conseguir sair do lado oriental de Berlin. Sua mãe apoiava o relacionamento, e eles iam se casar. Sua mãe, chamada Hedwig, deu seu passaporte para o filho, e eles atualizaram a foto com uma do Hansel usando peruca. Porém, tanto Luther quanto sua mãe garantiram que ele só conseguiria sair de lá se ele abrisse mão de seu pênis. Se sentindo pressionado e sem alternativas, Hansel se submete à cirurgia. Cirurgia, esta, que não foi um sucesso, e nem de perto foi uma mudança de sexo. Pelo o que entendemos no filme, eles simplesmente cortam o pênis e os testículos fora, deixando ainda alguns centímetros (the angry inch).


Recém casados, mal chegaram aos Estados Unidos e Luther foi embora com um garoto, deixando Hedwig sozinha em um trailer no Kansas. Abandonada, tendo que aceitar seu novo gênero que foi escolhido por outros para si, Hedwig sofre ao ver que tudo que deixou para trás foi em vão, afinal o muro foi derrubado e seu amor acabou. O que lhe restou foi a solidão e a necessidade de se aceitar. Esta aceitação é retratada no filme com a relação de Hedwig com suas perucas.


Mostrando a luta pelos direitos autorais das músicas de Tommy Gnosis, Hedwig continua contando sua história. Sozinha, abandonada em um trailer num país que não é seu, Hedwig sobrevive trabalhando como babá, se prostituindo e fazendo qualquer trabalho que aparecesse. Hedwig conta também que havia voltado a se dedicar à sua paixão: música. Com uma banda de mulheres coreanas, Hedwig conseguia fazer covers e mostrar suas composições próprias, mas sempre em shows pequenos em lanchonetes ou bares.

Foi nessa época que Hedwig conheceu Tommy, um adolescente de 17 anos que adorava rock. Ela se encanta com ele, e aos poucos eles começam um relacionamento.



Ela passa todo seu conhecimento musical para ele, eles começam a se apresentar juntos e começam a ganhar dinheiro com música. Hedwig, então, começa a se dedicar completamente a isso.

Porém, em meses de relacionamento, além de Hedwig e Tommy nunca terem se beijado, ele ignora completamente a parte da frente de seu corpo. Até que um dia acontece, e o momento do beijo é mágico para os dois. Mas, apesar da empolgação inicial, quando Tommy sente a cirurgia mal feita de Hedwig, ele parece ficar com medo e foge. E assim acaba o relacionamento dos dois.

  


Voltando aos dias “atuais”, vemos o momento em que Hedwig surta e abre mão de tudo que tem. Yitzhak, cansado dos abusos, começa a correr atrás de sua carreira, e consegue o papel de Angie na turnê eslava de Rent. Quando ele confronta Hedwig, pede divórcio e diz que vai embora, ela mostra sua pior face e destrói o passaporte do marido. Com essa atitude, Hedwig perde qualquer apoio que tinha da banda ou da assistente, que pediu demissão logo em seguida.

Sozinha novamente, desta vez em Nova York, Hedwig passa a se prostituir para sobreviver. Até que um dia uma limosine pára em seu ponto. De dentro, sai um Tommy Gnosis estendendo a mão para Hedwig entrar. Na limo, ele passa um CD dele para ela, com a autoria das músicas atualizadas a caneta no verso, incluindo o nome de Hedwig.


Depois do acidente, Hedwig fica famosa (afinal, era uma mulher trans numa limosine com um músico famoso. Como se não bastasse, ela o estava processando por plágio), e com a fama sua banda e sua assistente voltam. Em sua primeira apresentação depois do acidente, Hedwig surta e destrói os instrumentos, se despe, tira a peruca e foge. Na verdade, esse surto não foi necessariamente externalizado. Pode ter sido só a epifania de Hedwig, e pode ter acontecido só em sua mente. Mas, a partir do momento que ela se despe, tira o sutiã, a peruca e incorpora o Hansel, é como se ele se libertasse daquela figura que impuseram a ele.

Então há esta cena com o Tommy, cantando uma alteração de uma música que Hansel compôs.


Assim, Hansel se liberta de Tommy e de si mesmo. Agora falta ele libertar seu marido, Yitzhak.



sábado, 28 de novembro de 2015

Prayers for Bobby


Comecei a fazer resenhas de filmes e séries. É algo que tenho vontade de fazer já faz um tempo.  A primeira é sobre um filme que assisti recentemente por indicação de um colega da UNESP.


Prayers for Bobby. Filme de 2009, relata a história real de um adolescente se descobrindo homossexual no início dos anos 80. Porém, as coisas não são simples para Bobby. Sua família é religiosa fervorosa, considera homossexualidade pecado e acredita na cura gay. Bobby, coitado, cresceu um menino bitolado (apesar de inteligente), e quando entende seus reais desejos, não consegue se livrar da culpa religiosa que sua mãe impregnou nele. Logo no começo do filme podemos ver o desespero que ele sente, a culpa e a depressão que só crescem.
Quando ele é arrancado do armário (ele só se abriu para o irmão que, por estar preocupado, logo contou para a mãe), foi obrigado a frequentar um psiquiatra para tentar se “curar”, e era frequentemente humilhado pela mãe, que fazia questão de sempre dizer como ele era pecador, ia para o inferno, era impuro, etc etc etc... Bobby, que era uma pessoa tão próxima da família, foi se afastando das pessoas que ele amava mais e mais a cada dia. 




Spoiler alert!



Com o passar do tempo e com as frustrações que seus tratamentos para deixar de ser gay traziam, Bobby, cada vez mais deprimido, não conseguia ter qualquer perspectiva de futuro. Até que um dia sua prima o visita, e ao ver o que ele passava diariamente com a família homofóbica, insiste que ele vá passar um tempo com ela em Portland. Depois de se frustrar mais um pouco com as pessoas que o rodeavam, ele resolve ir visitar a prima e fica dois meses por lá. 
Em Portland, Bobby quase consegue se sentir livre pela primeira vez. Logo conhece um homem por quem se apaixona, e aos poucos ele começa a se aceitar. Mas ainda sente culpa, e ainda não consegue se sentir à vontade com demonstrações públicas de afeto. Os dois meses se passam e Bobby acaba voltando para a casa dos pais. Lá, ele arranja forças e anuncia que pretende se mudar par Portland. Diz que está em um relacionamento com outro homem e que está apaixonado. Sua mãe, por não conseguir aceitar, vira as costas e ignora. Bobby a segue e a confronta, anunciando que ou ela o aceita como ele é, ou pode esquecê-lo. Ela estufa o peito e diz que não vai ter um filho gay. E assim, eles rompem seus laços. 
Bobby se muda para Portland e lá ele segue sua vida e seu relacionamento, tentando se esquecer da família que o abandonou. Sua tensão em relação à sua família fica óbvia quando os pais de seu namorado, que claramente aceitaram seu filho, o questionam sobre como foi a aceitação da família de Bobby.
É claro que ele ainda não superou a depressão, e em uma de suas crises, ao recorrer ao seu namorado, o descobre saindo de uma balada com outro. Seu coração se parte e seu desespero só cresce. Se sente cada vez pior, e sua mente entra numa espiral de lembranças ruins. Com a última conversa que teve com sua mãe ecoando em sua mente, Bobby se joga de um viaduto e se mata.




Parece conteúdo o bastante para um longa, não? 

É, mas o filme não para por aí. Agora é a hora de mostrar a redenção dessa mãe problemática, que culpou o filho por sua sexualidade, o ofendeu e garantiu que ele iria para o inferno. Agora, com ele morto, ela encontra seus diários e os lê. Vê que ele não escolheu ser gay. Vê a culpa que ele sentia mesmo sem ter escolha. Vê o medo que ele tinha de sua família odiá-lo por algo que ele não tinha controle. Então ela se pergunta: mas ele era um garoto tão bom, nunca fez mal a ninguém, será que ele foi mesmo para o inferno só por ser homossexual?
Inconformada com a possibilidade de não ter sua família reunida no paraíso após a morte, a mãe de Bobby começa a buscar respostas em outras facções de sua religião. Ao descobrir um pastor que ajudava homossexuais a se esclarecerem, ela o questiona e aponta trechos da bíblia que implicam que qualquer ato homossexual é pecado (e inclusive deve ser punido). O pastor, acostumado com esse tipo de pensamento, logo mostrou para ela outras atrocidades da bíblia (como um trecho que dizia que mulher adultera deveria ser apedrejada, que a punição para crianças desobedientes deveria ser a morte, etc), afirmou que ela foi escrita e é interpretada por humanos, e cabe a nós fazer a interpretação certa considerando os tempos em que vivemos. Logo que ela ouviu isso, disse que parecia blasfêmia. Mas com o luto e o medo, começou a ver as coisas com outros olhos. Começou a frequentar um grupo de pais, familiares e amigos de gays e lésbicas, e nesse grupo ela passou a ter uma perspectiva diferente dessa comunidade. 
Um dia, a ficha caiu. Ela teve uma epifania e entendeu o mal que ela fez para seu próprio filho. Ela percebeu que seu suicídio foi, em grande parte, sua culpa. Finalmente ela entendeu que o problema não era o Bobby, nem o que a bíblia dizia. O problema era ela. É lindo quando ela passa a participar da comunidade de forma ativa, e começa a lutar pelos direitos LGBT. Separei o discurso dela, que mostra essa realização e sua importância. O filme termina com ela e a família dela em uma parada gay. Todos felizes, se divertindo e espalhando amor. 




Filme pesado! Super recomendado. 



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Revolta, o Mínimo e Hipocrisia.



Revolta enche meu peito. Como lama tóxica, me afoga e me espreita. Como pode estar tudo tão errado? Como nós, seres humanos, nos deixamos chegar a este ponto? Como pode, uma espécie tão egoísta não conseguir se ver como uma unidade, e se deixar destruir achando que não está destruindo a si mesma? Como pode ser tão comum deixar a ambição ser maior que a razão? São essas questões que enchem meu peito de revolta. Suas respostas não me agradam nem um pouco, e parar para pensar nisso é revolta, decepção, frustração na certa. É muito mais cômodo ficar completamente NUMB e virar cúmplice de tudo que deve mudar e nunca muda.
Ultimamente esta revolta está tão intensa em mim que é quase insuportável ficar quieta. Quero gritar pro mundo que ele está errado. Quero gritar pras pessoas que elas são só mais um metal pesado nessa lameira toda em que nos atolamos. E o pior? Eu sei que sou cúmplice disso tudo, pois nem o Mínimo eu faço. O Mínimo, para mim, é aquilo que todos deviam fazer. Mudanças simples de hábito que, em larga escala, resultariam numa imensa melhora ambiental e social, assim como, a longo prazo, possivelmente numa melhora econômica (em âmbito global).
O Mínimo pode ser dividido em duas partes: a parte prática, com atitudes que tomamos no dia a dia, e a parte a ser internalizada, que envolve assumir seus preconceitos e seu machismo, e trabalhar estes aspectos, gerando aceitação e tolerância. Envolve também se desprender das aparências, da futilidade e dos estereótipos. Dentre o Mínimo prático, inclui-se abster-se de carne (sim, TODA carne. E sim, peixe É carne.), separar lixo reciclável do orgânico (e se possível, utilizar o orgânico), racionar energia elétrica e água, e evitar produtos industrializados, optando pelos naturais sempre que possível.
Se pararmos para pensar, são atitudes muito simples. Pequenos hábitos a serem mudados, que certamente melhorariam a saúde, o emocional e o financeiro de quem os mudassem. Mesmo sabendo dos benefícios individuais e sociais que estas mudanças trariam, poucos mudam. E eu me pergunto... por quê?


Obs. Quando eu digo o que deve mudar, estou expondo uma opinião relacionada à minha concepção pessoal, aos meus valores, minhas análises, meus desejos e minhas ideias. Cabe a você discordar de tudo que eu disser, se lhe convier.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

#meuamigosecreto

Tô passada com tantos casos que li, de ontem pra hoje, na minha timeline. Casos mais sérios, que aconteceram com pessoas queridas por mim, e casos - infelizmente - corriqueiros, que acontecem frequentemente com tods nós. Estou falando de coisas pesadas. Estupro, violência, abusos em todas as suas formas.
Oi?! Estamos em 2015! Como podemos viver em uma sociedade onde os valores ensinados a meninos e meninas são tão diferentes? Gente, pelo amor de deus, ensine seu filho que ESTUPRAR É ERRADO! Ensine que NÃO PODE MEXER NAS AMIGUINHAS DA IRMÃ (NEM NA IRMÃ, viu?!). Ensine que MULHER NÃO EXISTE PRA HOMEM PEGAR, e que A MULHER PODE FAZER O QUE QUISER COM SEU PRÓPRIO CORPO, mas que ELE NÃO PODE IMPOR NADA A NINGUÉM, seja homem ou mulher. Ensine o que é consentimento e o que é estupro, e não se esqueça de ensinar que HOMENS E MULHERES SÃO HUMANOS, e apesar das diferenças biológicas, são A MESMA COISA! Ensine também as diferenças entre gosto, gênero, sexualidade e órgão genital (se precisar de ajuda para entender melhor essas coisas, indico alguns filmes que podem te fazer refletir um pouco: Hedwig and the Angry Inch, Tomboy, Der Kreis, Vi är bäst!, Prayers for Bobby – tem mais, quando eu lembrar eu atualizo), e não se esqueça: Se seu filho for machista, homofóbico, preconceituoso, etc, boa parte da culpa É sua!

Falar de abuso ainda é tabu, e as vítimas são ensinadas, pela sociedade, a se calar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Escrever é fácil, quero ver você se expor.

Sem dúvidas, chegou a hora de voltar. Muito mudei, de lá pra cá. Mas mudei mesmo, será? Sinto que sim, sinto que não. Sinto que mudanças vem e vão. Certamente amadureci e me tornei mais tolerante. Mas muitas vezes também me esqueci do que era mais importante. Eu, sempre me culpando e me vitimizando, passei anos agonizando. Hoje, aos poucos, começo a me libertar. As palavras sempre foram minha arma, não vou mais me calar! Tantos anos perdida, estou começando a me achar! Sei que há muita estrada, e muitos caminhos a percorrer. Meu senso de direção é falho, ainda posso me perder. Mas agora, acredito, vou me conhecendo mais e mais, aos poucos me libertando dos preconceitos mais triviais. Aqui quero me expor, em pensamento e sentimento. O que eu achar, vou falar, mesmo que no dia seguinte eu descordar. Sou inconstante, sempre fui. Mas não busco constância. Busco paz de espírito, busco leveza e me desprender da ignorância. Busco conseguir expressar em palavras o que me corrói a alma. E me libertar, assim, de mim mesma, pois só livre serei feliz, e só feliz serei livre.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Há alguns meses, já, que tento postar algo novo, mas sempre que começo a escrever algo interessante, me pe

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mind your heart

My heart tells me to stay. My mind tells me to go. I don't know wich one to trust. Both are liers, both make me sick. I feel like flying, I feel like dying. I don't know if I like it. I'm sure I'm not able to stop it. I don't know if I want to stop it. I'm happy, but I may be sad. I enjoy this pain, but I hate it bad.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Homens

Nos últimos meses eu tenho chegado à certas conclusões relacionadas aos homens. A grande maioria não é satisfatória.
- Homem não sente culpa, logo faz o que quiser sem se preocupar com os outros.
- Homem é cafajeste. Sempre. Acredita que há exceções? Bem, não há.
- Quando um homem tem uma ereção, todo o sangue que ele precisaria para raciocinar corretamente e tomar decisões certas, está em outro lugar que não no cérebro.
- Homem mente e atua, fala exatamente o que acha que você quer ouvir e faz o que for preciso pra te levar pra cama. Exceto com a namorada. Nesse caso ele só mente e atua, mas é bem menos sedutor.
- Nunca o faça escolher entre você e o video game. Acredite, ele escolherá o video game.
- Por mais que ele diga que você é a pessoa mais linda do mundo, lembre-se: ele te trocaria facilmente por uma capa da playboy.
- Não, você não é a única.
- Tudo o que ele diz à você, ele diz às outras. Quase sempre funciona.
- Se ele falou que vai beber com os amigos, provavelmente é verdade. Mas se ele falou que vai ficar em casa e dormir cedo, provavelmente ele vai sair com a outra.
- Por mais mágico que pareça aquele momento só dos dois, não se iluda. Pra ele é assim com todas.
- Ele pode trair a vontade. Mas se descobrir que você o traiu, a casa cai.
- Não, o amor de vocês não durará pra sempre.
- Homem não tem critérios, pega qualquer coisa com um buraco entre as pernas.

Antes que me xinguem, quero deixar uma coisa bem clara: falo dos homens no geral. Especialmente héteros. Sei que deve haver exceções (apesar de ainda não conhecê-las), e espero de verdade que o que eu escrevi não valha pra você.

Desculpem-me pela revolta contida. A vida de solteira me surpreende a cada dia. De maneiras fascinantes e frustrantes. Mas surpreende. =]


26/11/2015 - Gente, esse texto foi escrito num momento de decepção intensa e revolta grande. Estava sendo objetificada por um homem que eu gostava, e essa objetificação doeu demais. Mas sei que órgão genital ou sexualidade não define caráter. 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nada faz sentido. Tudo faz sentido.


Tenho tanto a escrever, mas não consigo expressar em palavras. Posso culpar a vodka, posso culpar a culpa, posso culpar os outros. Mas não importa, as palavras não se formam coerentemente em meu cérebro, e tudo que consigo são emoções e sentimentos revirados e vomitados.
Nada faz sentido, e tudo faz completo sentido. Tudo se completa e se subtrai, tudo e nada se envolvem numa dança racional, perdida, louca e coerente.
O sentido se perde no espaço e no tempo, e se encontra sem sentido na ilusão e na confusão. Nada faz sentido. Tudo faz sentido. Não é razão, é sentimento, energia.
Palavras vagas e solitárias vagam rapidamente pela minha mente, se complementando, porém sem ligação alguma. Lembranças, momentos, sentimentos, emoções e olhares se fundem no infinito, e refletem uma energia surpreendente. Nada faz sentido. Tudo faz sentido.
Vontade de gritar. Não pelo desespero, mas pelo desconsolo. Não pela solidão, mas pela falta daquilo que não existe. Raiva e atração se misturam dolorosamente. Decepção e compreensão se fundem num baque ensurdecedor. Nada faz sentido. Tudo faz sentido.
Perdida num mundo inexistente, com um mapa incoerente nas mãos. Tantas escolhas, tantas oportunidades, tantos erros, tantas ansiedades. As cores refletem em seus olhos as lágrimas contidas. O coração acelerado denuncia. Nada faz sentido. Tudo faz sentido.
O sorriso vago responde as perguntas nunca pronunciadas, e termina um diálogo inexistente. Assim, simplesmente assim, tudo se perde e tudo se acha. Um suspiro falho se coloca no lugar de todas aquelas palavras que ansiosamente sairiam pelos seus lábios, e pontua uma conversa irracional.
Assim, simplesmente assim, tudo faz sentido. E nada faz sentido.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

The Void


Ela já não sabia como se sentia. Não era desespero. Não era dor. Era nada. Era um vazio que se alimentava de vestígios de sentimentos mal sentidos. Um vazio que crescia a cada instante. Um vazio inacabável.

Então ela dormiu. Acordou vagamente melhor, e esperou por uns minutos que tudo melhorasse, que esse sentimento inexistente, vazio, passasse. Mal sabia ela que não é assim tão fácil. Mal sabia ela.
Porém o inesperado aconteceu. Com vagos pensamentos e singelas inexpressões o vazio foi se enchendo, e aos poucos se preenchendo, até que no negro do nada, cores, paisagens e felicidades se instalaram, brilharam. A luz iluminou o não mais nada, o não mais vago, e de felicidade seu vazio se encheu, passando então a ser cheio.

Final

Lá estava você, sozinho naquele vilarejo fétido e sujo, sabendo que não havia o que fazer... Sabia que seu fim não seria em sua confortável casa da alta sociedade. Seria lá, entre tantos desconhecidos que nem se atreviam baixar o olhar pra um ser tão repugnante quanto você.
Seus minutos estavam contados, e já não havia esperança outra que não morrer.
Não, não morreu tão facilmente assim, e lá ficou ainda por meses, sofrendo, rastejando e se humilhando por um pedaço de pão.
E assim se passaram os últimos momentos de sua vaga e inútil vida.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Passion


Dificilmente eu me apaixono por alguém. Gosto, sinto uma atração enorme, mas paixão mesmo, daquelas avassaladoras, de tirar o fôlego, é muito raro. Tenho amores platônicos, recíprocos ou não, mas raramente a paixão. Ao menos por pessoas que existem.
Me apaixono facilmente por personagens, por ficção. Me apaixono pra valer, perco o fôlego, fantasio, sofro... E como toda boa paixão, logo passa.

Quando paro pra pensar na razão disso, uma das conclusões que eu chego é que sou exigente demais. E tenho medo. Bastante medo. Não baseado em minhas experiências anteriores, pois sempre que me apaixonei por alguém tudo deu bastante certo - dentro do possível. Meu medo é irracional, provavelmente baseado na minha falta de jeito ao lidar com as pessoas e na minha incapacidade em demonstrar o que penso ou sinto.

Queria me apaixonar por alguém palpável. Queria sentir aquele frio na barriga ao encontrar a pessoa. Queria suspirar sem razão aparente. Queria algo intenso e passageiro. Ah, que saudades de me apaixonar...

sábado, 8 de maio de 2010

Frustração



Acordei me sentindo péssima. Péssima, sozinha, perdida e doente. A falta de ânimo me corroe por dentro, me esmaga e me sufoca. A incapacidade de terminar as coisas que começo parece cada dia maior, e a cada dia me desanima mais.
Me sinto podre, suja e vil. Eu traio a mim mesma a todo instante. Traio meus sentimentos e sou traída por eles.
Tantas idéias, tantas vontades... sempre oprimidas pelas obrigações e pelos deveres. E a cada dia surgem mais obrigações e deveres, que sufocam ainda mais minhas idéias e vontades, que acabam perdidas entre tantas outras, nunca realizadas...
Frustração. É essa a palavra que me define hoje.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Insônia

Pensamentos a mil, meu cérebro exaustivamente funcionando. Insônia corrompe minhas noites há semanas já. Desespero, sono, canseira. Dificuldade extrema em dormir. Momentos exaustos e incansáveis me virando e revirando em minha cama, de um lado para o outro. Olhos fechados, mente esperta, trabalhando e funcionando. Criando textos, situações, oportunidades aproveitadas e perdidas. Imaginando coisas, cenas.
Ansiedade? Muita. Razão desconhecida.
Argumentos, situações - desejáveis e indesejáveis, momentos, pessoas, angústias agonia, alegrias. Isso tudo não para de saltar em minha mente como fleches ofuscando minha vista sem me deixar dormir...
Estomago dói, de leve. Ansiedade floresce mais e mais a cada instante, sem um motivo aparente. Mente funcionando e funcionando...
Por mais cansada que eu esteja, minha mente cada vez mais se mantém a mil, aparentemente incansável, porem exausta.
Ansiedade, nervosismo. Vazio.
Argumentos, reflexões, distorções. Pensamentos voam de modo conturbado e turbulento, com trancos e solavancos.
Minha vontade de dormir é muita, e meu corpo jogado, caído, numa cama confortável em um quarto escuro, simplesmente esquecido está num estado de exaustão absurda.
Dor em todos os músculos, na cabeça, no coração.
E assim mais uma noite de minha vida se passou, inutilmente demorada.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cursed



Há quanto tempo ele não se apaixonava? Não saberia responder. Provavelmente nunca se apaixonara. Não lembrava de um dia ter sentido algo que valesse a pena por alguém. Nunca conhecera alguém que fizesse seu coração disparar e o ar em seus pulmões sufocar. Nunca conseguira gostar tanto de alguém a ponto de esquecer de si mesmo, mesmo que só por alguns instantes.

Por quê? Por que não conseguia sentir?

Ele, sempre tão racional, não sabia o que era amar, sentir. Sabia descrever o amor, especialmente como um problema, mas nunca sentira. Já dissera "eu te amo", mas nunca sentira.

E a cada dia ele estava mais longe de sentir, e sabia disso. Não gostava dessa idéia, mas não fazia nada pra mudá-la. Ele prezava a razão, a inteligência. E na cabeça dele não era possível ser inteligente sem ser frio. Para ele, sentimento e razão eram tão próximos quanto ciência e religião.

Talvez fosse isso mesmo. Talvez seja necessário fazer de tudo para não sentir quando se quer fortalecer a inteligência. Talvez seja necessário ser frio. Doa a quem doer.

Mas me parece muita burrice se privar dos sentimentos... Especialmente quando a dor ainda é sentida.

"...Cursed, cursed
A gloomy sense of sadness
Impaled my arid heart
To the sceptre of melancholy..."

terça-feira, 20 de abril de 2010

Querido diário...




Querido diário.

Eu estou tão cansada. Tão cansada de começar textos promissores e não ser capaz de acabá-los. Tão cansada de acabar textos que me agradam e não ter coragem de postá-los. Tão cansada de salvar postagens que nunca terminarei, e que se terminar, nunca publicarei. Tão cansada de julgamentos, especialmente daqueles que eu mesma crio. Cansada da saudade daquilo que não sou, e da vontade daquilo que não posso.

Queria poder descansar.

Mas antes, tenho textos para postar.

I'm Only Sleeping



Ah, como ela sentia falta daquele rock'n'roll, daquela vida sem limites, sem feio ou bonito, sem certo ou errado.
Sentia falta de quando seu mundo era mais diversão, menos preocupação. De quando tudo podia. Sem olhares, sem receio.
Sentia falta de sentir loucamente, de amar intensamente. Mesmo que só por um breve instante.
Sentia falta daquela empolgação que cada momento propunha. Do arrepio que a música causava no mais profundo de sua alma.
Sentia falta de não pensar no amanhã, do carpe diem e do romantismo.

Quando ela deixou que isso tudo se perdesse?

sábado, 10 de abril de 2010

...



Onde eu perdi minha capacidade de sentir? Não, onde eu perdi minha capacidade de usar o que eu sinto para escrever?

Em algum ponto entre minha infância e hoje.


E agora?

domingo, 7 de março de 2010

01/02/2010 - Querido diário:



Hoje eu tive um dia cheio. Não me lembro de tudo, só do mais importante: Tomei sorvete, criei uma conta fake no yahoo, me despedi de um primo que está indo para Londres, comprei um Staff novo, matei um tirano, transformei meu namorado em rei, levei um fora do novo rei, dei em cima de um elfo, um elfo deu em cima de mim, fugi de uma cadeia, acabei com tráfico de escravos elfos, salvei uma anã e acabei sozinha em Orzammar. Quests futuras: Traduzir um episódio no qual a Nina vai viajar para o Havaí, recuperar a espada de um companheiro meu, ir até o banco pegar um extrato, até o sacolão para comprar umas frutas, e até Redcliffe encontrar meu exército.


Melhor eu dormir logo, amanhã também será um dia cheio... =P

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Recomeço

Bem, depois de uns 10 meses sem escrever, aqui estou eu, de volta, completamente “sem-vergonha”, como se eu nunca tivesse deixado de escrever. Ahá!

Na maioria das vezes, quando uma pessoa começa um blog, o primeiro post acaba sendo meio que “introdutório”, explicando de onde veio a idéia de criar um blog, o nome do blog, etc...
Este post não passa disso. Um post introdutório, explicando o recomeço do blog, entre outras coisas.

Primeiro o nome. O antigo, Inferno Superior, foi deixado para trás por alguns motivos:
- As pessoas costumavam se assustar com o nome, olhar pra mim meio incrédulas como se pensassem “nossa, mas você, tão bonitinha e meiga, com um blog tão.... ‘dumau’?”. E eu sempre começava o mesmo discurso: “Ah, sobre o nome do blog, eu sei que parece meio forte, mas lê o primeiro post que eu explico de onde veio a idéia, ok?”. Quantas destas pessoas eu acho que realmente leram o primeiro post? Zero. Quantas eu acho que ao menos entraram no blog e viram que não fico dissertando sobre rituais sangrentos? Uma, talvez duas, depois de eu insistir...
- Pra mim, Inferno Superior não faz mais sentido. Não que fizesse muito sentido antes, mas fazia algum. Agora, não faz sentido at all. Até mesmo porque...
- ... esse nome me lembra demais um grande (ex-)amigo, que eu amava muito, mas que acabou me magoando tanto que até hoje, quase um ano depois, ainda sinto meu coração partido quando penso nele. Assunto para outro post. Ou não.
A antiga aparência do blog também não estava me agradando mais. Não que a atual esteja me agradando muito, mas me parece melhor que a anterior. Aliás, fiéis e numerosos leitores (ha ha), eu aceito sugestões.

Às vezes eu me pergunto qual o motivo de eu ter parado de escrever no blog... Encontro muitos. Mas atualmente, sempre que penso nisso, a primeira coisa que me vem à cabeça é “oras, eu não gosto do nome do blog, nem da aparência, e não tenho tempo/disposição para mexer nisso agora”. Bem, neste momento eu estou com disposição para escrever, e é o que estou fazendo. O resto é resto.

Agora, sobre o motivo de eu estar voltando a escrever aqui... Bem, eu sinto falta de escrever. Eu sinto falta de expressar minhas idéias publicamente (não que eu tivesse total liberdade pra fazer isto aqui, pois vez ou outra, histórias fictícias - na verdade um texto que escrevi - resultaram em “pequenos” desentendimentos aleatórios...), sinto falta de parar alguns minutos por dia e me dedicar a escrever - ou a tentar escrever - algo ao menos um pouco interessante. Sinto falta da expectativa de receber algum comentário, e de, talvez, entreter alguém por um ou dois minutos. E acho que o filme que vi ontem meio que sem querer (eu não ia ver o filme, só os créditos... mas acabei vendo o começo e me pareceu interessante...), me incentivou um pouco. Julie e Julia.

Como o ser-humano patético que eu sou, sempre acabo criando metas. Para este blog eu tenho algumas. Entre elas: Não abandoná-lo tão rapidamente; Não cobrar tanto de mim mesma; Sempre arrancar pelo menos um sorriso de meus leitores (vocês podem me avisar quando eu conseguir. Ficarei feliz! xD); Não criar posts só por causa da primeira meta que citei; Não escrever textos longo demais, ou curtos demais; Gostar do que escrevo; Blá blá blá. Já deu pra entender, ? Não são metas fáceis. Pelo menos não tão fáceis. Aliás, aquela sobre o tamanho do texto já foi quebrada.. Bem, paciência.

Acho que por hora basta. Espero ansiosamente por comentários, críticas e sugestões... ;D

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sabotagem

Sabotagem artística. Sabotagem criativa.
Eu saboto eu. Eu saboto mim. Mim sabota eu. Mim sabota mim.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mais uma meta mal-criada e mal-cumprida.

Pensando na minha semana de "férias", até dia 30, resolvi criar uma meta. Escreverei um texto para o blog por dia. Inspirada ou não, sobre coisas úteis ou não, mas escreverei. Ao menos durante essa semana.

E, indo contra minha mais nova meta, isso não é um texto para o blog. Não é pra ser! É pra ser só mais um post idiota e irrelevante.

Mas, com ajuda de Odin, hoje mesmo voltarei com algo menos chato e mais criativo.

Por hora, voltarei às minhas férias. Não, melhor. Por hora voltarei ao meu mundo lindo e mágico dos sonhos que não envolvem vestibulares assustadores, pânico e depressão. 

domingo, 23 de novembro de 2008

Insensato

É incrível como pessoas que um dia eram tão importantes em nossas vidas se distanciam por motivos tão claros e tão escuros. E é incrível como pode ser dolorosa essa separação em um momento, mas com o tempo essa dor some deixando apenas lembranças muitas vezes foscas.
Eu já tive, acho, todo tipo de “rompimento”. Já magoei, já fui magoada. Fiz muita merda, e aprendi muita coisa com isso. Fui perdoada, já perdoei. E, de repente, amizades que pareciam mortas, enterradas e esquecidas voltam, muitas vezes trazendo espanto. E amizades que pareciam eternas, fortes e sinceras evaporam-se ao piscar de olhos.
Pessoas que tanto me importavam, com quem eu tanto me preocupava, de repente parecem ser só mais um no meu círculo social. E sinto a reciprocidade dessa sensação.
Na verdade já me cansei dessas coisas. Cansei de me importar. Ainda me importo, me preocupo, e muito. Mas com poucos. Tenho medo de perder algumas pessoas de minha vida, e tenho medo da nostalgia que me causará lembrar de tantos momentos bons que tenho passado. Tenho medo de magoar pessoas que acredito amar, e tenho medo de ser magoada. Sei que com o tempo a dor da perda diminui bastante, chegando até a desaparecer, restando somente a saudade, em alguns casos. Aliás, quando não resta saudade ou nostalgia é triste demais. Ou por que não foi intenso e importante o bastante, ou por que restou mágoa.
Hoje mesmo, mais uma vez, essa confusão de relacionamentos me tirou o sono. Me senti muito deslocada onde eu não devia, com pessoas que convivem comigo há um bom tempo já, e que conheço (ou acho que conheço) muito bem. Já faz um tempo que me sinto desse modo nessas horas. O pior é que a pessoa que mais faz com que eu me sinta tão mal, é uma das pessoas que mais me importou por muitos anos, e uma das pessoas que mais acreditei amar. Hoje não sei mais se existe nem mesmo amizade ali. Sinto uma agressividade bem disfarçada, um rancor transparente. Isso já me doeu muito, mas acho que aprendi a me importar menos. Não nego que dói ainda. Não gosto de sentir que uma pessoa que já foi tão importante na minha vida de repente se tornou só mais uma que me despreza. Acho que o que mais me dói hoje é perceber que tenho deixado de me importar com ela, e que tem deixado de me fazer diferença o que ela acha de mim. É assustadora essa sensação, ao mesmo tempo que muito boa.
Amizades são assim. Não sei mais se existe amor. Só sei que existem pessoas pelas quais eu realmente acredito sentir isso. E sei que esse “amor” pode simplesmente sumir com o tempo, mostrando que não era amor, e sim afeição, carinho e vontade de estar presente na vida da pessoa.



Ok, existe uma pessoa cujo meu amor é inegável, inexplicável, inacreditável, invariável, inabalável e inenarrável: mãe, sem dúvidas eu te amo, e ambas sabemos que nunca haverá uma barreira que impeça esse sentimento tão puro que há entre nós. Nunca haverá um precipício nos separando.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A cada instante que se passa eu sinto o fim mais próximo. O fim do dia, da semana, do mês, do ano... da vida.

Mas antes do fim, tenho a 2ª fase da Fuvest, e agora é isso que me importa.

The End

Uma semana estudando mais do que é saudável, então uma tarde inteira de domingo focada na minha desgraça acadêmica, seguida de mais uma semanas de estudos, preparando-me para o fim.
Dói, o fim dói.

E, pra piorar minha situação, após perder sem querer uma aula de história maravilhosa, com todos meus livros e materiais presos no interior da sala, me impossibilitando de estudar, tento me acalmar com um breve jogo de paciência no computador da biblioteca e descubro que não me deixam jogar. Alguém tem uma noção da dor que isso me causou? Alguém consegue entender como minha tarde já perdida conseguiu afundar mais e mais, como numa areia movediça?

Alguma perspectiva pro meu futuro? Não, nenhuma.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Do You Have Gaps in Your Knowledge?




Where you have gaps in your knowledge:

No Gaps!

Where you don't have gaps in your knowledge:

Philosophy
Religion
Economics
Literature
History
Science
Art


Peguei no Inferno Inferior!

E as suas falhas, quais são? Descubra!

Caros leitores...

Por causa de severos pedidos, o texto "Depois de mais uma noite mal dormida...", do dia 30/10/08, está por tempo indefinido fora do ar. 
Por decorrência de desentendimentos, acho necessário ressaltar mais uma vez que o texto é fictício e não retrata a minha vida pessoal. Não que eu me importe, mas aparentemente existe gente que se importa. 

Desculpem-me pelo transtorno. Desculpem-me pelo aparente descaso. Prometo em breve voltar com novos textos, novas ficções, novas idéias e novos plágios

Sei que é de difícil compreensão, mas apesar de ser uma pessoa fria e sem sentimentos, sou vestibulanda, sofro pressão e tenho menos de 2 semanas pra prova decisiva do meu ano.

Obrigada pela compreensão. Até breve.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Depois de mais uma noite mal dormida...

Ela sempre voltava pra casa. Não gostava, não queria, mas sempre voltava.
Algumas vezes, não muito raras, a princípio não se arrependia. Quando o farol de seu carro iluminava o canto abandonado e vazio onde aquele carro capenga (o qual ele dirigia com tanto orgulho) deveria estar - e não estava, já sentia um leve conforto e alguma esperança de poder finalmente ficar na sala com sua mãe, conversar e, se desse sorte, até mesmo ver um filme.
Quando ele ficava até altas horas no bar, com seus tão queridos companheiros, "amigos de verdade", ela se sentia leve, feliz e à vontade. Não pela desgraça disso tudo, mas somente pela ausência dele, o que ela tanto prezava. Claro, esses sentimentos a invadiam rodeados de culpa, e assumí-los era difícil, mas quem podia culpá-la? Tudo que queria era sua paz, e quando a tinha, se felicitava. Mesmo sabendo que no fundo preferia poder chamá-lo de pai sem sentir nojo, desprezo. E mesmo sabendo que ele iria voltar.

Ele também, sempre voltava.

Essa era a pior parte da noite. Claro, enquanto ele não aparecia, ela não desgrudava de sua mãe, aproveitava cada precioso momento a sós como se fosse único, o último, com conversas, idéias, perguntas e risadas.
E claro, quando ele voltava, bêbado e amargurado, por mais distante que ela estivesse, não conseguia desprender a atenção das conversas (as quais na maioria das vezes era muito fácil de ouvir, já que eram aos berros), sempre se assustando com o silêncio e sentindo medo. Medo da loucura daquele, dito pai, estar fora de controle. Medo de seus berros e de sua violência. Um medo maldito que a acompanhava até mesmo em seus sonhos.
Porém sabia que só sentia medo pois nunca soubera de ele ter batido em sua mãe, só sabia das coisas quebradas pela casa. Sabia que dificilmente ele tocaria um dedo nela (enquanto a loucura estivesse "controlada") e sabia que se ele ousasse, o medo que ela sentia sumiria facilmente, sendo substituído por uma ira incontrolável que definitivamente seria devastadora e descontrolada, provavelmente terminada em morte. E era por isso que tinha tanto medo.
A pior coisa de tudo isso é que ela sabia que ainda não havia como essa situação mudar. Ele não tinha pra onde ir, não tinha dinheiro e nem como se sustentar. Por enquanto continuaria em sua casa. E continuaria bebendo, gritando, xingando e quebrando coisas. Porém quanto mais tempo passava, intimamente mais ela acreditava que tudo se resolveria. Ela via que sua mãe não o amava mais, e ela sabia que tudo que faltava era tempo e dinheiro.
Então ela se contentou em, ao menos por um tempo, se empenhar somente em tirá-lo de seus sonhos, e tentar idealizar uma imagem dele longe, distante, constante e muito, muito mais amigável.
Por enquanto isso bastava.



Por enquanto.


Qualquer semelhança com fatos reais é pura coincidência. Narração meramente fictícia. E sim, uso trema e usarei até o final do ano. A lei que me impeça!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mais um desses....

Tenho estado muito, muito deprê essa última semana. Não sei o porquê, mas gosto de culpar TPM. Dores de cabeça, cólicas, mal-humor... Típica TPM. Depressão também. Por que não?
Mas o que mais fode com tudo é minha vontade absurda de escrever e a incapacidade que tenho sentido quanto a isso. 
Coisas acontecem, pessoas passam, sons se revelam... Cada suspiro tem uma linha em um texto pré-fabricado, bem lá no fundo de meus pensamentos... Naquele lugar empoeirado e sujo, que evitamos ao máximo. Aquele mesmo lugar em que poesias já escritas e jogadas fora se auto recitam em silêncio. Naquele mesmo lugar em que guardamos palavras não ditas e rancorosas de momentos frustrados. Naquele mesmo lugar em que aquela frase tão boa e marcante está esquecida. Enfim, aquele canto do cérebro quase que ignorado, onde as melhores idéias se escondem, fingindo querer serem achadas, mas na verdade com muito medo de serem expostas. 
É, isso acontece com freqüência com minhas idéias, meus textos semi-prontos, cartas mentalmente escritas, conversas inventadas, cores misturadas, movimentos retratados, momentos visualmente fotografados... enfim, com tudo que poderia virar algo com o que se valesse a pena gastar 5, 10, 30 minutos de um dia vazio.
Gosto de culpar a TPM. "É, eu sei... não posto há dias... mas sabe, ? TPM, canseira... Quem sabe semana que vem?" Sempre funciona! Sempre. Por que abandonar um "argumento" que funciona tão bem? Hã? 
Te digo o porquê. Porque é um argumento vazio! TPM, depressão, dor... Tudo pode virar poesia. Tudo pode se transformar em arte. Talvez não seja a TPM o que me atrapalha tanto, mas sim minha incapacidade de assumir que não sou perfeita, que não sou uma máquina de escrever ambulante. Ok, talvez eu até seja, mas definitivamente nem sempre tenho papel ou tinta, e com certa freqüência sofro de teclas, letras, quebradas...
Porra, talvez seja a hora de evoluir e virar um notebook... Ou não, quem sabe comprar um não resolva meu drama? Assim, sempre que um daqueles pensamentos mentalmente escritos e organizados, prontos pra se tornarem um bom texto, virem à tona, é só digitá-los e salvá-los em um HD melhor, menos sujo e empoeirado que o meu canto sombrio cheio de idéias...
É, quem sabe...?




Esse é dedicado ao Pinto, simplesmente pelo fato de ter sido o primeiro a ler e ter me agüentado enquanto eu tinha um ataque, escrevia como uma retardada bitolada e desligava a tela do PC quando ele se aproximava, dando chiliques como "Ah, odeio que me olhem enquanto 'crio'!!!"... hehe

Vida

Tem certas coisas que simplesmente acontecem...
Tem certas coisas que não conseguimos entender...

Pro inferno com essas coisas, e "ai" de quem questionar minha capacidade de compreensão!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nada

Imagine o nada....

Que cor tem?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ficção

Olhando pela janela, nada via a não ser aqueles belos campos, com a mais linda luz que o sol, preparando-se para se por, poderia oferecer. Tudo estava calmo, as árvores e as plantações moviam-se levemente ao soprar suave da brisa.
Seu rosto estava tranqüilo e relaxado. Quem a visse, sentada à janela, somente pensaria que estava a admirar a bela paisagem. Porém sua mente estava acelerada, e pensava em muitas coisas ao mesmo tempo.
Sabia que naquele instante a ignorância predominava em algum lugar da vila. Sabia que não haveria o que fazer, e nem pra onde fugir.
Sentia medo, mas seu maior sentimento era pena daquelas pessoas ignorantes que deixavam-se levar por sua crença estúpida em um deus vingativo.
Sua consciência estava limpa. Nunca havia feito mal a ninguém, e sempre ajudou a todos que pode. Seu maior mal havia sido questionar aquela religião perversa e cultivar um amor maior pela vida que pelo deus católico.
O sol começou a se por. Em breve seria possível ver a multidão se aproximando.
Silêncio total, quebrado pela sua respiração arfante. Nenhum animal se manifestava. Estava claro que eles se aproximavam.
Poucos instantes depois já era possível ouvir os rugidos raivosos daquelas pessoas que nunca haviam demonstrado ódio por ela. Eles tinham fogo, e eram muitos. Na frente, guiando-os, vinha o dito sacerdote cristão. Gritava fervorosamente mentiras e falsos pecados, incentivando-os a avançar. Em seus gritos ele dizia que seria um pecado imperdoável deixá-la viver, e que Deus os puniria por isso.
A pena que ela sentia aumentou, e tudo que foi capaz de fazer foi soltar um suspiro que pairava entre a indignação e a piedade.
Os instantes se passavam e ela sabia que a hora se aproximava. Não havia o que fazer. Levantou-se a abriu a porta, em uma tentativa de evitar maior destruição. Voltou a sua cadeira e, com seus olhos fechados, tentou se desligar dos gritos e xingamentos. Respirando muito devagar, deixou-se levar pela energia que a dominava. Bebeu daquele liquido amargo e forte que há tantos dias preparara e deixou-se relaxar.
Segundos depois suas janelas foram quebradas e sua casa invadida. Para a decepção do povo, encontraram-na ali inconsciente. Morta? Talvez não, mas certamente sem consciência alguma do que se passava.
Obviamente isso não os impediu de queimá-la viva na fogueira já armada mas, definitivamente, a falta dos gritos agoniados tirou a maior parte do prazer que eles tinham em matar e nome de seu Deus.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

10 minutos da Revolução Francesa



Silêncio total. Os únicos sons existentes eram a respiração apreensiva do povo e os passos incertos daquele que, há tão pouco tempo, fora rei.
Ruas sujas, dia sombrio. Com um capuz preto sobre seu rosto, andava aos tropeços pelas ruas desregulares, aquelas em que nunca havia pisado. Por sinal, aquelas mesmas ruas que tanto desprezara no auge de sua arrogância e de seu poder.
Passara os últimos dias preso, esperando por seu julgamento. Agora, considerado culpado, ia à guilhotina.
Um homem corpulento ia ao seu lado, empurrando-o entre aquela multidão incrédula.
O tempo parecia não correr. Sentia que a cada passo sua vida se desfazia. Uma vida tão luxuosa, tão rica e sempre tão arrogante, agora estava a se dispersar.
Finalmente a guilhotina. Obrigaram-no a ajoelhar-se perante a Morte, obrigaram-no a posicionar-se desajeitadamente na guilhotina. Fedia, tanto a guilhotina como ele mesmo. Um cheiro que havia sentido muito nos últimos dias. Cheiro de morte, de podridão.

A hora chegara. A qualquer instante aquela lâmina separaria sua cabeça de seu corpo.
O frio da lâmina mal tocou sua nuca e percebeu o sangue jorrando, aquecendo seus últimos segundos de vida. Logo em seguida, já sem entender nada, sua cabeça foi levantada, exposta ao povo. A última coisa que percebeu foram rugidos de alegria.

Adaptação da narração que o professor Vínicius nos contou sobre e Revolução Francesa.
Pensei em postar junto a parte do jogo do Corinthians na última Libertadores, mas resolvi ser legal por hoje.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Enquanto isso, no cursinho...

"Uma das revoltas mais legais de todas! Não tem líder, não tem ideologia. É só raiva mesmo!"
       -   Professor João sobre Revolta Das Vacinas

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A falta que faz

Constantemente ela se sentia vazia. Constantemente ela buscava alguém pra amar, acreditando que isso a preencheria. Diversas vezes saiu sem rumo, em busca de companhia. Diversas vezes acordou em camas desconhecidas, ao lado de homens que mal conhecia. Sempre pensava: "Será que é ele quem eu procuro?". Sempre se decepcionava: "Não, não é ele...".
Parecia que essa era uma busca impossível, e a cada homem com quem se relacionava, maior era sua frustração, a solidão e o vazio que sentia.
Depois de muito tempo ela finalmente compreendeu que não era alguém para amar que ela buscava, mas sim alguém que a amasse independente de suas histórias, de seu passado ou de seus defeitos. Logo no começo ela percebeu que isso dificultaria ainda mais a busca. Nem mesmo ela sabia se amava a si mesma, como esperar isso de outra pessoa?
Ao mesmo tempo, ela sabia que tinha vários amigos, tanto falsos quanto verdadeiros. Se eles gostavam dela, talvez não fosse impossível achar alguém que a amasse.
Desde então, com muitos homens ela dormiu, sempre tentando agradá-los, sempre tentando se convencer que mais cedo ou mais tarde encontraria a pessoa que procurava.
Muito tempo se passou, e seus métodos eram sempre os mesmos: um pouco de conversa, um pouco de álcool e, inevitavelmente, sexo.
Claro que ela fazia porque gostava de sexo, claro que ela podia transar com quem bem entendesse. Mas o que ela demorou a entender é que antes de fazer e gostar de sexo, antes de gostar de alguém, e antes de ser amada, ela precisava amar a si própria, se valorizar, para então poder se entregar verdadeiramente a alguém e receber isso de volta.
Tudo que faltava em sua vida era amor. Não pelos outros, mas por si mesma.

Simples seria

Eram palavras leves e sussurradas, como a fumaça fina de um cigarro, inalada através do trago.
Já era mais que hora daquilo ser dito, mas ainda não era hora de ser compreendido.
Compreender aquilo significava romper barreiras e ir contra a razão. Tantas coisas podiam ser facilmente ignoradas. Mas a razão? Não, não era fácil de ignorá-la. A razão é como o chão, sólido sob seus pés, o impedindo de cair. Não queria abandoná-la, mesmo sabendo que isso implicaria em demorar mais a compreender aquelas palavras doces: amo você.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Bizarro, estranho e assustador

Essa noite eu tive o sonho mais doido de toda minha vida. Não tenho tempo nem disposição pra escrever tudo, mas escreverei o bastante para ao menos arrancar um ou outro suspiro de espanto de vocês. Atenção, não se perca nesse sonho, pode nunca mais se encontrar: Msn, dinossauros, deserto, São Carlos, Pinto, Chita, Potibláblá (?), calor, álcool, mais msn, livros, homos herectus peludões, leoes, cavalos, caminhonetes que se transformavam em cavalos brancos, canibalismo, leão e macaca conversando em finlandês num elevador, Finlândia, Fuvest, aulas de geografia, livrarias, spoilers, mangás, Caio, sogra, Lucas, Mari, shopping, sorvete, estacionamento, carro e muitas, muitas outras coisas. Nem sei em que parte dessa suruba de coisas eu acordei. Só sei que me pareceu uma ótima (e longa) introdução para o texto que estou lhes devendo..
Na minha infância, muitos programas de TV eram uma desgraça, mas lembrei-me de um que merece o prêmio. Já devem ter deduzido que falo do "X-Tudo".
Comecemos pela abertura. Patético. Um X bizarro que desloca-se sobre um mapa e/ou tabuleiro "comendo" tudo e, ainda por cima, fazendo "slup"!
Conforme os instantes passavam, as coisas só pioravam. Chegava à um ponto em que o X vermelho e gigante de PVC dava broncas, supostamente tentando ensinar aquele gordo velho e estúpido. Deprimente.

Agora meu apelo: Produtores de programas infantis, "pelamordedeus", parem de usar drogas pesadas durante a produção/criação de tais programas! Olhem para a minha geração. Seres bizarros, mesclados entre "boys" babacas e "nerds" babacas. Talvez todos nós tenhamos sido inconscientemente influenciados por um X psicodelicamente grande, vermelho e, o pior, falante! Isso faz mal!
Não acreditam? Tentem então reler meu sonho. Quem sabe isso não te convence do contrário?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Eca!

Quando eu estudava no Colégio Rio Branco, diariamente eu me espantava com os adolescentes que "estudavam" lá. Não entrava na minha cabeça tanta futilidade, tanto desprezo ao conhecimento e apego ao blush ou à um relógio de brilhantes. A cada dia que se passava aquelas pessoinhas nojentas conseguiam se superar. Era como um concurso, no qual o mais babaca, materialista e ignorante ganharia. E o mais incrível é que quase todos queriam ganhar, e lutavam freneticamente pelo posto mais alto entre os patéticos burquesinhos.
Depois de mais de ano afastada dessa realidade específica, nem mais me lembrava do porquê desse nojo que eu tão intensamente sentia. Porém, agora que encontro-me diariamente no cursinho, por acaso localizado no centro burguês de Cotia, sou obrigada a conviver com esses seres desprezíveis!
Qual a graça em valorizar a ignorância, em rir de si mesmo por estar sempre repetindo os mesmos erros, sempre incapazes de aprender, pensar, raciocinar?
Deveria haver pena de morte a essas pessoas, sem brincadeiras. O mundo seria um lugar melhor pra se viver!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Não Leia!

É um vírus, vai arruinar sua vida... então eu sugiro que pare imediatamente de ler esse post. A não ser que já conheça "O Jogo".

Resume-se em algumas regras:
1 - A partir do momento que você aprende a jogar, SEMPRE está jogando.
2 - Você nunca ganha, só perde.
3 - Sempre que pensar no jogo, lembrar de sua existência, você perdeu.
4 - Quando perder, anuncie a quem está à sua volta, então eles também perderão.
5 - Após perder, você tem 30 minutos de tolerância para pensar no jogo ou falar nele, até perder novamente.

Não adianta, se você leu até aqui, agora faz parte do jogo... Sabe o que isso quer dizer? Que você perdeu!
Essa camiseta eu encontrei no ThinkGeek, e sinceramente nem li sua descrição. Mas a estampa é tão perfeita que tive que postá-la e, o pior, descrever o jogo.

Perderam!

Nada como um dia após o outro

E ela disse: "É, encheu o saco já! Tudo isso! Não é justo, não é justo, NÃO É JUSTO!"
Mas isso foi somente o que ela deixou seu corpo liberar, em sua mente muitas coisas passavam e confundiam tudo. Eram tantos pensamentos que ela mal entendia de onde surgiam. Mas uma coisa ela sabia. Sentia culpa.
Culpa é uma das piores coisas pra se sentir. Naquele momento sua vontade era sumir, desaparecer do mundo.
Todas as desgraças pareciam ser conseqüências de seus atos, todas suas atitudes pareciam erradas.
O mundo parecia estar contra ela, e se ela ao menos acreditasse em Deus, poderia dizer: "É tudo culpa sua, seu cuzão!" Mas não, nem isso. Ela sabia que a culpa era dela, e só dela.

Depois de horas tentando entender seus pensamentos confusos, esgotada ela dormiu. Acordou sem nem ao menos se lembrar o que causou o princípio da confusão, e nem mesmo sabia se havia chegado a uma conclusão. Mas acordou bem, muito bem.

domingo, 14 de setembro de 2008

E isso é um post!

Depois de semanas muito movimentadas (mentira) resolvi aparecer pra postar.






Pronto, postei!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O Caderno

Esses dias eu estava relendo um caderno do ano passado, com coisas muito mais significativas em suas páginas que um caderno de colégio.
Um ano de caderno da capa mais bonita, um ano de pensamentos, desabafos, relatos, emoções e sentimentos. Um ano intenso em diversos aspectos e simplesmente divertido em outros.
Um caderno que contém um ano de uma amizade completamente abalável, com desentendimentos e entendimentos, porem com uma base concreta, que eu acredito ser firme o bastante pra agüentar até mesmo um forte terremoto.
Um ano de tantos que se passaram e de tantos que estão por vir.
Foi um ano difícil, repleto de certezas e incertezas.
Foi um ano maravilhoso, repleto de conversas e risadas.
Mari, esse foi um ano inesquecível!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Decisão

Essa semana eu fiz a coisa mais difícil do ano. Preencher a ficha da Fuvest.

Respirei fundo, peguei minha caneta e comecei... Escrevi em todos os espaços solicitados, menos carreira e curso. Ainda estava insegura, tinha que pensar bem.
Li, reli o manual, o guia de profissões. Pensei, pesquisei, fiz de tudo pra me decidir.
Na verdade eu já estava decidida, mas sentia um medo bizarro de escrever minha decisão na ficha e me arrepender depois.

Vários minutos se passaram eu percebi que não havia jeito, já era hora de enfrentar meu medo e me livrar desse peso.
Mais uma vez empunhei minha caneta surrada e velha, endireitei minha coluna, abri o manual do candidato nas páginas certas e pus-me a escrever a carreira escolhida. "240 - Letras". Porém por mais que eu pressionasse a ponta da caneta contra o papel, tinta nenhuma saia. Claro, meu lado supersticioso começou a resmungar "Tá vendo, não é pra você fazer esse curso! Aproveite e desista enquanto há tempo!"... Por alguns segundos eu exitei, pensei em desistir de Letras, mas por sorte minha razão voltou ao comando e disse: "Lado supersticioso, vai se fuder! Quem decide a sorte dela sou eu, e não você!". Logo em seguida minha caneta voltou a funcionar!

E o meu lado racional, muito filho da puta, resolveu sacanear mesmo o outro lado. Hoje me inscrevi na UniCamp... LETRAS!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Um post inevitável.


Sem palavras......... Sugestão do Caio! Edição por mim! =)

Caio disse: "ótima imagem! Aliás, ela veio lá do http://nacaohibrida.com hehe ^^!"

Só pra constar!

Enquanto isso, no cursinho...

... o professor Corrêa, de geografia, falou de diversas teorias sobre impactos ambientais, aquecimento global, etc.
Duarante suas explicações, deixou bem claro que não estava falando de suas crenças ou qualquer coisa assim. Falou somente que era interessante procurar essas teorias e pensar sobre elas, afinal sabendo argumentos dos dois lados fica mais fácil criarmos idéias próprias sobre o assunto.
Comentou que muitas vezes uma latinha jogada na floresta causa um impacto ambiental menor que um "passeio ecologico" nessa mesma floresta, que pode acabar interferindo em diversos fatores, desde no solo até na vida dos seres que lá vivem.
Então umas menininhas ficaram putas! Claramente não haviam entendido o que o professor dizia, e se revoltaram de tal forma que horas mais tarde eu ainda era obrigada a ouvir seus gritinhos histéricos e revoltados sobre um assunto que, obviamente, é complexo demais pras suas cabecinhas fúteis. Alegavam firmamente que o professor faz apologia à lixo nas florestas, aquecimento global, liberação de gases e até mesmo sobre fim do mundo eu as ouvi falar.

Nesses momentos que eu penso: Cara, essa juventude me deprime!

"Qual o impacto dessa maçã? Não sei, vai que o bichinho come e se vicia?!" Frase do dia, Professor Corrêa.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Enquanto isso, no cursinho...

..."Todo processo revolucionário parte de um 'emputecimento' histórico"

Sábias palavras de um dos meus geniais professores de história.


A partir disso, o que um ditador tem que reprimir? O emputecimento! Mas como?
Com armas? Com violência? NÃO! Isso só emputece mais! Mantendo as pessoas ignorantes? Pode até funcionar, mas elas não podem ter contato com o conhecimento em momento algum, pois ter conhecimento da existência do conhecimento pode gerar pessoas ainda ignorantes e, pra piorar a situação, putas da vida!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Maldita memória!

Noite passada eu fui dormir com um texto pronto na cabeça, mas meu sono foi maior que eu.
Sonhei com o maldito texto, acordei vagamente durante a madrugada, doida pra colocá-lo no papel. Mas novamente minha cama ganhou, e voltei a dormir.

Minha canseira era tanta que perdi a hora, acordei no susto, me arrumei correndo. Até conseguir parar pra repensar no texto, algumas horas já haviam se passado.
Quando finalmente sentei ao computador, percebi que nem mesmo me lembrava do assunto sobre o qual ia escrever.
Foi mais que frustrante, mas até aí a vida é cheia de frustrações. A humanidade é cheia de frustrações.
Pra tentar compensar ao menos um pouco o tempo que perderam lendo esse texto inútil, tá aí uma tirinha que peguei no Clube da Mafalda:

Não assista, a não ser que já seja retardado!

Esse é o vídeo que um amigo (Pinto!) me enviou:




Minha sugestão sincera? Não assista.
Eu ainda não consegui ver inteiro, e sugiro que você nem tente começar.
Esse é um jogo que tá me matando!

Tentem, é legal! Me mantenham informada sobre os leveis que conseguiram!

=D

domingo, 24 de agosto de 2008

Olimpíadas

E acabaram-se as Olimpíadas desse ano.
Eu, particularmente, não sou muito fã de Olipíadas. Há uns anos eu amava Copa do Mundo, me pintava, gritava, esperneava se levássemos um gol. Mas nunca senti atração pelas Olimpíadas, nunca senti vontade em assistir ou saber os resultados. Sempre foi um tanto indiferente pra mim.
Concordo que a abertura e o encerramento normalmente são lindos, que tem muito atleta foda lá. Concordo que além de atletas, são artistas, mas nunca me animei a acompanhar.

Porém hoje, lá no Brogui, achei essas fotos muuuito boas, e talvez as Olimpíadas sejam mais interessantes do que eu pensava... Quem sabe daqui uns 4 anos eu não me empolgo, não?

Obs. Underhell curtiu a dica, pelo que parece! =D

sábado, 23 de agosto de 2008

Pimenta

Deus quando criou a pimenta pensou: "Há, sacaneei!"
Na época das grandes navegações todo europeu queria pimenta. Era a maior sensação.
"Olha cara, que legal! Arde a língua!", "Olha cara, que legal! Conserva a carne!" e assim por diante.
Pimenta realmente é um tempero interessante.
"Uma das principais características culturais das tribos indígenas que habitavam as terras brasileiras na época do descobrimento era o cultivo de pimentas. Após o descobrimento, as sementes e frutos de pimentas passaram a ser cada vez mais cultivados, disseminado entre vários povos, utilizadas de diversas formas." - Wikipédia o disse.
Para os europeus que aqui chegaram deve ter sido uma maravilha: "Uau, agora além do calor infernal dessas novas terras podemos também queimar nossas línguas com a 'bendita' pimenta!"

"A pimenta faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde. Elas provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: as substâncias picantes das pimentas melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago." - Wikipédia again.
Pra alguém que vive com dor de cabeça e, sei lá, gastrite, pimenta é quase um santo remédio! (Ê!)
Deus quando criou a pimenta pensou [2]: "Há, sacaneei! Bem a parte picante é a que faz bem pra saúde!"

Hoje em dia é muito fácil relacionar pimenta a comida mexicana. E eu particulamente adoro!

Ontem, comendo Chili, eu e uns amigos competimos pra ver quem aguentava mais a pimenta. Eu ganhei, claro. (sou a mais macho! =D)
E isso me lembrou um episódio de Swat Kats. Quem assistia deve se lembrar que T-Bone e Razor viviam competindo em vários sentidos, e nesse episódio em especial eles competiram pra ver que aguentava comer mais pimentas... Não me lembro direito, mas sei que achei bastante engraçado... Queria rever isso no youtube... =/

Quem achar essa cena ganha um abraço! ^^

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ufa!

Depois de nervosismo, estress, nauseas, chilique nervoso, acalmei...
E pra melhorar a situação troquei tudo isso por empolgação e felicidade!


Ufa!

Nostalgiando

Se você amava (ou ama) desenhos, decorava as aberturas e cantava junto, vai AMAR esse jogo.
São 50 aberturas diferentes, de desenhos dos anos 80/90. Ao escutar a abertura, tem que escrever o nome do desenho!
É muito divertido!
Mas prepare-se, vai sentir saudades desses tempos...

Peguei lá no Pura Mentira!

Pravda!


Uma parte de um artigo do jornal Pravda ("Mas Amanda, eu não sei russo!" Relaxem, tem a versão em português!) em relação aos recentes conflitos na Ossétia do Sul... O artigo inteiro pode ser visto aqui.

"Fiel à sua condição de servo político, o 'Presidente' neocolonial da Geórgia, Mikhail Saakashvili executou a autorização de Bush-Cheney para cometer o pior crime que o direito internacional conhece: a guerra de agressão. Mentindo descaradamente sobre uma suposta 'trégua' em Ossétia, o delinqüente político lançou, de surpresa, sua soldadesca – treinada por instrutores estadunidenses – contra a zona autônoma, onde cometeu um sem-número de crimes de lesa-humanidade contra a população civil."Eu tenho gostado muito desse jornal, um ponto de vista bem diferente do que estamos acostumados oficialmente. Percebe-se em diversos artigos algumas diferenças gramaticais do que estamos acostumados, mas damos um desconto, não? Po, os caras são russos! =D

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Déficit

Tentando escrever minhas idéias adquiridas no Inferno Inferior, descobri algo muito chocante: é mais difícil escrever textos baseando-se em textos dos outros do que criar algo completamente novo.
O blog do Caio me inspira, me empolga a ler coisas novas, visitar blogs e sites que não conheço, me faz rir, rir muito. Mas não consigo escrever sobre o que ele escreve. Me sinto plageando, não fico à vontade.
Isso pode vir a ser um problema pra esse blog. Vejo três possíveis conseqüências: falta de posts no blog por incapacidade minha, excesso de características em comum com o blog do Caio ou posts quase originais, frutos de minha criatividade.
Não tenho nem idéia de como será, então sugiro que continuem a entrar aqui, na esperança de valer à pena.

Enquanto isso, no cursinho...

... lá estava eu, ouvindo sem escutar o professor de gramática, enquanto este discursava sobre verbos, predicados e sujeitos. Às vezes eu erguia meus olhos do texto idiota que eu escrevia, dava uma olhada na lousa, fingindo interesse, e baixava novamente os olhos, como quem copia a matéria.
Então, em certas horas a falta de assunto me fazia copiar a lousa:
“Os alunos gostam muito de gramática”
Ao ler essa sentença senti-me incompreendida e tentei deixar-me levar pela minha mera e confusa imaginação, sem muito sucesso.
O professor dizia: “ ‘de gramática’ faz uma relação ao verbo transitivo indireto ‘gostam’, logo é o objeto indireto.”
“A velha deu um presente à criança”
Professor: “ ‘A velha deu’ tem sentido completo por si só?”
Classe: “Claro”

Depois dessa, desisto do texto... Vejamos a aula.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Clássico, manjado, clichê

Em um blog novo, mais cedo ou mais tarde haverá aquele post explicativo falando do nome do blog, dos planos, das idéias. Em algum momento, nesse tipo de post, há aquela piada besta que meramente esboça um sorriso no rosto do leitor e, com alguma sorte, uma piada boa e inteligente, que gere alguns risos descontraídos.
Esses são meus planos pra esse primeiro post. Todos sabemos que a primeira impressão normalmente é importante, e pode definir se você entrará novamente nesse blog ou não.
Comecemos pelo nome: Inferno Superior. Meus amigos provavelmente já entraram no Inferno Inferior, e devem ter imaginado que Inferno Superior faz referência a ele. De fato essa é a intenção inicial. Nas minhas freqüentes visitas ao blog do UnderHell (Caio para os íntimos) sinto vontade de escrever, postar, comentar escritos dele, etc. Me inspiro no Inferno Inferior.
Como estou enferrujada, não escrevo há tempos, inicialmente pretendo me basear e me apoiar no blog do Caio (sim, estou autorizada a isso!). Sabe uma criança aprendendo a andar de bicicleta? É a mesma coisa. Começarei com duas rodinhas extras, o blog dele e ele mesmo, e com o tempo vou me desprendendo de uma rodinha (o blog, provavelmente) e se tudo der certo conseguirei pedalar livremente sem a ajuda da outra rodinha (supostamente o Caio). Esses são os planos.
Idéias na verdade eu ainda não tenho. Pelo menos não originais, já que vou me apoiar no Inferno Inferior inicialmente. É, na verdade essa é a idéia, me basear nas idéias do Caio e criar então novas idéis. Uma idéia ao menos interessante, concordemos.
Eu sei que pretendia uma piada boba e uma boa, mas não vai dar. Não tem jeito, estou extremamente tímida nesse primeiro post, ainda não tenho intimidade o bastante com esse blog pra fazer piadas (excelente desculpa, não?) (não)...
E por hoje é só, pessoal.
Obs: Banner e estrutura do blog com ajuda do Caio, também. O que eu faria sem ele? u.u